domingo, dezembro 31, 2006

Balanços não, balanços não

Fogo_Baia do Funchal
Não quero, não gosto, não farei.
Sou, somos todos possivelmente, demasiado rígidos, exigentes e francamente pouco razoáveis com a nossa própria pessoa quando os fazemos. E depois, manda o comezinho patético que compõe a “portugalidade” que nunca nada tenha sido bom, que tudo seja sempre mais ou menos, passado benzinho, ou malzinho, porque tudo podia ter sido melhor (isto se não tiver sido um drama, uma catástrofe, e portanto venha 2007, venga, venga). Não. 2006 foi o que foi e pouco mais há para dizer. Fica a certeza de ter sido eu própria. Sempre. E isso ter sido o bastante para me fazer, agora, feliz.
Ontem de manhã acordei com a cabeça (e o coração) em casa, na Madeira. Então, cumpri as tarefas domésticas típicas de um sábado de manhã ao ritmo da memória. Assim sendo, recordei todos os momentos que compõem, curiosamente, o dia de hoje, na minha casa, na Madeira. Em verdade, mais a noite que o dia. Como tenho a certeza que daqui a nada vai ser assim outra vez, não resisto...
Não sei se jantamos, mas se o fazemos é mais cedo que o habitual, porque à hora do jantar, oito, mais coisa menos coisa, chega toda a gente (este é o terceiro Natal que passo fora de casa, começa a falhar-me a memória para certos momentos). Toda a casa cheira a cera e a umas florzinhas amarelas "muito-eu", mas de que (novamente) não me lembro do nome. Sei que adoro as ditas e que o meu pai, desde que soube disso, inunda a casa com elas, nesta quadra. O meu irmão farta-se de largar bombinhas – que detesto, porque me assusto a valer - nunca estou à espera, e não gosto, temendo naturalmente por ele. Mas enfim, a minha mãe gosta, recorda a sua infância, e é sempre assim todos os anos. Na sala, temos sempre a tv ligada, embora ninguém lhe ligue minimamente. Exceptuando a minha pessoa, porque preciso sempre de me abstrair da azáfama irracional da minha mãe e da minha irmã Teresa. Todas as luzes da casa e do jardim e da varanda, e as das árvores, estão também acesas, e as portas e as janelas abertas, para o Ano Novo entrar, segundo a minha mãe, (segundo o meu pai, para as ditas não estalarem com o impacto do fogo de artíficio da meia-noite). Vestimos casualmente, até porque não saímos, em casa é que se está bem, além do que recebemos sempre nesta noite montes de gente (e não somos como os nossos vizinhos, que, invejosos até à ponta dos cabelos da nossa noite, tentam colmatar a ausência de convidados com a sobranceria dos olhares curiosos e com a ostentação de fraques, vestidos de gala e flutes de champagne… solitaríssimas!) Então, recebemos, regra geral, as vinte ou trinta meninas da IPSS onde trabalha a minha mãe (e respectivas freiritas, estas muito a contragosto, pelos motivos que já vos expliquei algures em Maio). Essas são as meninas (que durante o ano suplicam à minha mãe que as adopte (!)) que não podem, pelas mais tristes razões, ir a casa pelo Natal e pedem (a quem, infelizmente, de direito) insistentemente para ver o Fim do Ano na nossa casa. Além disso, ainda costuma vir a "nata da nata" da família do meu pai, aí uns três casais e respectivas proles - mas a Antonieta, essa então é um must: intrinsecamente boa, gosto tanto de ti mulher (!), e depois aproveita toda e qualquer oportunidade para se lembrar (e FELIZMENTE lembrar a todos) que antes de casar e ter filhos e viver uma vidinha pacata no campo, era chef e, por isso mesmo, faz gala em trazer, cada ano, os petiscos mais deliciosos do mundo – em porções exageradíssimas... E come-se e bebe-se, e fala-se e ri-se, e põem-se os miúdos a dormir no quarto dos meus pais e/ou no meu, enquanto não é meia-noite, e levam-se as meninas a ver o piano, as salas (i.e. os presépios e as árvores de Natal), o jardim e a lagoa, as vistas, e apontam-se as pessoas que se acotovelam no Pico acima da nossa casa, e vai buscar-se mais um casaco para alguém mais friorento, ah… e a minha mãe comeca a preparar a CANJA – a melhor canja do Universo, melhor que todos os petiscos da Antonieta juntos(!). Muita gente, muita comida, muita alegria, muita animação na minha casa, – coisas de quem tem dois privilégios já raros no Funchal: uma Casinha de Prazeres (quem é madeirense sabe o que é, quem nao é, saiba que é uma espécie de Jardim de Inverno em forma de casa) e, por outra, *a* varanda com vistas para a baía do Funchal.
Chega a hora, a meia noite. Antigamente, não conseguia sucumbir ao cansaço e acabava sempre por adormecer – sem que ninguém tivesse a clarividência de me ir acordar para o espectáculo do fogo de artifício. Aprendi às minhas custas, arranjei uma outra maneira de adormecer: de olhos abertos, frente à televisao. Agora, há sempre quem venha dizer-me que devia ir indo, porque faltam dez minutos e o aperto vai ser grande à horinha. Vamos todos, cinquenta pessoas em média. Quarenta que se acotovelam à varanda, estrelinhas na mão todos, foguetes alguns, os senhores quase só, pequeninos para a frente para verem melhor(!), eu também sou pequenina, também quero ver, ai…, mais velhos, perdão: friorentos na Casinha de Prazeres (a idade, ou melhor, o frio tem vantagens: na casinha está, além do nosso presépio principal, o maior, o mais bonito, e do pinheiro – principal, maior e mais bonito, também – uma mesa fartíssima, e sem os petiscos da Antonieta que ficaram na cozinha…). Dez minutos de fogo e lasers e de um ruído francamente ensurdecedor depois, abraços e beijinhos dados, votos de Bom Ano manifestados, primeiro champagne da noite bebido, passas e desejos consumidas e consumados, acena-se aos tios - moram quarto casas acima - e vamos todos para a casinha… comer e beber, outra vez, claro! Não me lembro nunca de comer o que quer que seja nessa ocasião. Deixo a mesa por conta dos convidados. Eles não se fazem rogados, e nós... nós gostamos assim. A noite, que já é dia e de Ano Novo, termina com a canja da minha mãe. Disto sim, lembro-me. Bem. Canja. Madeirense. Fervente. Com arroz, cenoura, nabo, miudezas. Canja. Servida em chávenas. Acompanhada com carne de galinha no pão com manteiga. Satisfeitos, partem todos após isto. Partimos nós também da casinha para a casa, onde normalmente se bebe mais canja e se come mais pão com galinha (eu pelo menos, quando comia, enfim…) enquanto se acompanha a enesimamente televisionada Marcha de Radetzky, e se come invariavelmente um chocolatinho (ou muitos, muitos mais do que se deve), trufas se a minha tia as tiver trazido, e se bebe licor, licores vários, dos muitos que a minha mãe tem, ou fez ou comprou ao longo do ano, para degustação nesta época. Depois vai-se dormir porque já é tarde (ou cedo?) e primeiro dia do Ano so o é, se se assistir, pelo menos eu – cada vez mais apenas eu – ao Zecchino d’Oro (adoro o Topo Gigio (!), junto com a Pantera Cor de Rosa, é dos poucos bonecos que estimei na infância – uma estima que dura a vida toda!) enquanto se comem, como eu, pois, as passas, as gomas e as bengalas de marshmellows rosa e brancos que ficaram da véspera. Fim do Ano é assim na minha casa, na Madeira.

sábado, dezembro 30, 2006

SHAME on ME, SHAME on YOU, SHAME on all of US

David e Golias - Caravaggio
SHAME. SHAME. SHAME. VERGONHA.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Totalmente contra

a Pena de Morte em qualquer circunstância.

Eu também.

Que maneira mais triste de acabar o ano.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Um beijinho para Lisboa!

Manu, Parabens!!!

O Manuel é *O* outro português da Rice.

É muito especial, o Manuel. O Manuel das melhores recordações que levarei daqui quando partir. O Manuel que me levou pela primeira vez a Portuguese Table, onde fiquei a conhecer a Suzana - a brasileiríssima professora de Português da Universidade com quem passei o Natal, e a Camila - outra brasileira, gradstudent, o espírito mais arrojado e mais livre, a maior maluca, que conheço por estes lados. O Manuel que se senta sempre ao meu lado nas tão nossas sextas-feiras de Portuguese Table, no meu aniversário, nos nossos jantares, nos jantares dos outros. O Manuel tolerância-absolutamente-zero para com o picante da comida indiana, o Manuel que chora com o dito, mas que diz que está tudo bem. (Rimo-nos sempre tanto!) Está SEMPRE tudo bem. O Manuel que bebe da minha água, do meu chá, do meu copo. O Manuel que me leva a todas as festas da Universidade e enxota os indianos malucos (excepto o Bi Dan - o Bi Dan é um fixe!) e os afro malucos e os americanos malucos e todos os malucos possíveis e imagináveis que a minha pessoa atrai only God knows how or why. O Manuel que não me levando a uma festa, coisa rara, procura-me com o olhar e vem sentar-se comigo ou puxa-me para me sentar com ele - e arrasta consigo todo um séquito. O Manuel que me leva aos jantares da comunidade latina (as in hosted by costa riquenhos, venezuelanos, argentinos, italianos e até gregos... gradstudents cá do sítio). O Manuel que deixa as mensagens mais queridas no meu voicemail. Joana... erh... e o Manuel, olá esta tudo bem, e que... erh... logo há uma festa... e eu... erh... estava a pensar... se... tu... erh... tu não... querias vir comigo... (para eu poder beber até mais não e ter-te a ti para conduzir - como se eu o deixasse beber até mais não, nop not me!) Ou então: Joana... erh... é o Manuel, olá esta tudo bem, é que... fiquei trancado cá fora... estou à porta do teu Departamento... O Manuel, géniozinho do IST, que me pede volta e meia que cozinhe "uns bolos" só para ele. Porque ele gosta. Porque ele tem saudades. Porque o melhor da cozinha portuguesa são os ditos. Porque "tenho cara de quem sabe" - cara tenho, expertise também, forno é que não...! O Manuel, géniozinho-revelação do Physics Department daqui, que não larga nem por um minuto a minha t-shirt bordeaux de apoio à Selecção no último Mundial, mas que tem o maior pejo do mundo em pedir-me para ficar com ela. É que... erh... eu passei o mundial cá... a trabalhar... no laboratório... O Manuel dos mil e um chapéus de cowboy. O Manuel que me fala, com um brilhozinho nos olhos, do único livro realmente bom do Dan Brown, enquanto vai dobrando, pendurando e arrumando a roupa que trouxe da lavandaria. O Manuel dos ícones e da dezena na mesinha de cabeceira, o Manuel do megaposter da Selecção Nacional na parede e do calendário de Lisboa na porta. O Manuel dos sagrados jogos de futebol das quartas com os sul-americanos, o Manuel da natação diária. O Manuel-perfeição para as mais de mil e uma world wide, international, cosmopolitan... fãs que me trucidam, a cada festa, a cada jantar, com o olhar. O Manuel mais famoso e popular que a batata frita neste campus. So you're from Portugal, do you know Ma... Pela enésima vez, sorriso quinze mil e oitocentos e trinta e nove reeditado: Yes, I do. Who doesn't?

O Manuel faz anos hoje. Vinte e quatro!

Quem me dera estar ainda para fazer vinte e quatro anos. Não que a diferença seja muita, mas só me trouxe coisas boas, essa idade. Desejo-te, no mínimo, o mesmo, Manuel. Parabéns!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Do you hear what I hear?



Said the night wind to the little lamb,
"Do you see what I see?
Way up in the sky, little lamb,
Do you see what I see?
A star, a star, dancing in the night
With a tail as big as a kite,
With a tail as big as a kite"

Said the little lamb to the shepherd boy,
"Do you hear what I hear?
Ringing through the sky, shepherd boy,
Do you hear what I hear?
A song, a song high above the trees
With a voice as big as the sea,
With a voice as big as the sea"

Said the shepherd boy to the mighty king,
"Do you know what I know?
In your palace warm, mighty king,
Do you know what I know?
A Child, a Child shivers in the cold
Let us bring him silver and gold,
Let us bring him silver and gold"

Said the king to the people everywhere,
"Listen to what I say!
Pray for peace, people, everywhere,
Listen to what I say!
The Child, the Child sleeping in the night
He will bring us goodness and light,
He will bring us goodness and light"


SIMPLESMENTE PERFEITA seria a versão dos Carpenters (e um video decente), mas... à falta de melhor...

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Personal countdown starts today!!!


Faltam 30 dias.

O meu menino, a vida e o Amor

So hard to find one decent pic do "meu menino"!

Já por fim disse-me: Mas a vida é simples. A vida é simples, mas o Amor não. - respondi-lhe.
Já aqui falei dele. O Nicolas. A estrelinha do meu ano de estágio. Um pontinho brilhante, mas irreverente, num céu de outros pontinhos não tão brilhantes, mas muito queridos, muito meus.

O Nicolas ganhou-me a admiração e a amizade pela confiança inesperada com que, do nada, me abriu o coração há uns bons quatro anitos, numa sala qualquer do segundo andar do pavilhão número não sei quantos da Escola Secundária da Povoa de Lanhoso. Voltou a fazê-lo hoje. Aqui. Bem, no Messenger. É que é a unica pessoa com quem falo de coisas assim... mais dificeis. Fê-lo com a mesma simplicidade de outrora. Mas muito mais profundamente. Somos mais fortes do que pensamos e ao mesmo tempo mais frágeis. Os anos passaram... E talvez por isso mesmo me tivesse sentido tão privilegiada! Porque sei que abrir o coração custa, especialmente quando já nem se sabe da chave e a fechadura está enferrujada, e a porta empenada e... e... e... Mas também não precisa de ser de par em par. Pode ser um bocadinho só, eu consigo entrar. Sempre. Nem que seja por uma brechazinha. Apenas.

A empatia com o "meu menino" Nicolas é instantânea: sentimos exactamente da mesma forma. Mas eu sou sempre feliz, todos os dias, nem que seja so por instantes. (Me too, me too, me too!) Apenas temos posturas diferentes perante a vida. Ele procura sempre, antes de tudo, soluções alternativas à ruptura. Eu acho, a maior parte das vezes, que a alternativa não existe (porque nada nunca volta a ser como era dantes) e que a ruptura é a solução. A minha pouca vida empurra-me sempre para longe do chiaro-scuro do Amor. A pouca vida do "meu menino" não, dá-lhe uma candura especial na persistência em analisar exaustivamente os cinzentos do Amor em todos os seus matizes e torná-los o mais coloridos possível.

Gostava tanto de lhe poder dizer exactamente o que fazer. Algo muito mais útil, eficiente e prático do que o meu Tem calma, pensa, sente, pondera da nossa despedida. Algo que me desse a certeza de que isso seria o melhor para todos. Algo mágico que soprasse o problema para longe. Senão, gostava tanto de viver este momento. Por ele. E sofrer as respectivas consequências. Por ele. Não gostava, preferia. Mas não posso. E disse-lhe.

Nem queria isso. Como sempre, só queria contar-me e saber o que pensava da situacão. Eu trato disso sozinho, como costumo fazer, mas preciso da sua opinião. E pode crer que eu faço sempre o acertado! E foi assim...

... por causa deste "precisar" que deixei sete amigos a falarem sozinhos e um Amigo caladinho. Sorry!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Have yourself...




Have Yourself A Merry Little Christmas - The first recorded version sung by Judy Garland in Meet Me In St. Louis in (1944)
Hugh Martin, Ralph Blane 1943

Have Yourself A Merry Little Christmas,
Let your heart be light
Next year,
All our troubles will be out of sight

Have yourself a merry little Christmas
Make the yuletide gay
Next year all our troubles will be miles away

Once again as in olden days
Happy golden days of yore
Faithful friends who were near to us
Will be near to us once more

Someday soon we all will be together
If the fates allow.
Until then, we'll have to muddle through somehow
So have yourself a merry little Christmas now.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Hoje... chuva

Quando Deus criou os pássaros
disse: ide e voai
e aos homens disse:
ide e dominai as asas

mas os humanos não seriam
perfeitos como as aves
nunca souberam dar às asas
a correcta função da liberdade

construíram gaiolas
para amar os pássaros
e amá-los
foi essa perversa e patética forma de os ter encarcerados

Deus
dá-me outro dom de imaginar
que não seja
o de erigir palácios gradeados
desamparados simulacros de ninhos
onde o rasgo do olhar se quebra
e a vontade endurece como os ossos.

Irene Lucília de Andrade
Hoje quis tanto, tanto, tanto voar para aqui... É sempre assim, o querer muito obstaculiza tudo. Tremendamente. Hoje aliou-se ao tempo. Choveu todo o dia. Lembrei-me deste poema. O tempo todo.
Quando chove em Houston, chove torrencialmente. Não há guarda-chuva suficientemente grande, nem impermeável eficiente o bastante. Por isso (e porque só posso vir a pé para o campus), quando chove, fico a trabalhar em casa - até a chuva passar. Normalmente leva uma manhã, ou uma tarde, só muito raramente o dia todo, como hoje. Estava em casa a tentar trabalhar, tentar muito, muito esforçada, a tentar resgatar o coração daqui e a pô-lo lá, no trabalho. Um custo!
Mas chuva é recolher obrigatório e portanto nada a fazer! ... a não ser que alguma portuguesa burocracia, meaning urgente e sem qualquer aviso prévio, me force a ida aos correios ou ao banco, neste caso, hoje, a ambos.
Correio - checked. Banco - checked. Calças ensopadas até aos joelhos - checked. Sopa de sapato - checked. Tudo feitinho, exasperação e falta de paciência com mana mais nova- mais-linda-e-fofinha-do-mundo, e tentativa frustrada consolo da mãe-mais-querida-do-mundo incluidos, tudo direitinho, tudo certo. Com direito à já esperada, mas sempre surpreendente, molha monumental. (Note to self: não mais usar sapatinho Puma até à Primavera.)
Bem, pássaro molhado, desconsolado, amargo, revoltado, impotente, gelado (já disse molhado?), espirrante, pré-constipado, consegue voar. Vim para cá. Devia ter vindo muito mais cedo.
Recebi o abraço mais quente e terno e forte e suave e... ai, bom do Mundo! Aqueceu-me o coração. (Os pés deixamos para outra altura.)
Diziam-me há dias que escrevo com o coração. Não me parece. Mas acho que faço parte da vida de quem escreve. Exactamente assim.

domingo, dezembro 17, 2006

Ai esta canção...


Muito trabalho não dá felicidade nenhuma. (E eu gosto de trabalhar e adoro o que faço e acho que a felicidade é uma coisa simples e... e... e...) Não tivesse missinha, nem me lembrava de que FALTAM 8 DIAS para o Natal!!!


E preparar o heart para isso? E para já! I'm going to let it grow NOW!!!

Who said
broken pieces don't mend
I say
I say to think again
You may
take advice from all your friends
but I say
that I'm living in your head

Just let it grow
let it grow inside of you
let it grow
let it flow inside of you
let it grow let it grow let it grow
She said that its easy for men
and i said that we all feel the rain
then she said
move a little closer then
who says that broken pieces don't mend
'cause in the garden of reason
you can't change what youre given
but you can go where the river flows

let it grow grow grow grow
let it grow grow grow grow
yeah yeah yeah let it grow
yeah let it grow life gives you a hand
you're playing by the rules
you'll never come through it.

life gives you a hand
you're playing by the rules
you'll never come through it.
('cause in the garden of reason
you can't change what youre given
but you can go where the river flows)
Grow - Kubb
FELIZ NATAL!!!

sábado, dezembro 16, 2006

Podes ser quem tu és...


... Na Terra dos Sonhos

Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Andava eu sózinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Jorge Palma

Porque alguns regressos à "Terra dos Sonhos" são muito complicados e eu não tenho outro modo de te segurar na mão e dizer ao ouvido "Vai ficar tudo bem".

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Parabéns Papá!!!

O meu pai completa hoje o dobro (e mais três) da minha idade.
Parabéns, Parabéns, Parabéns!!!
Jinhos e... falamos logo!...

Ecological Rice



Front page
Dec. 14, 2006, 6:43PM


Need a Kleenex? You won't find one at Rice University
By KEVIN MORAN

Copyright 2006 Houston Chronicle

If you're looking for a Kleenex on the Rice University campus in the near future, you'll be out of luck.


Students at the highly rated university in Houston have convinced campus officials to quit buying Kleenex products in favor of products that include recycled material and exclude material from trees cut from North America's largest ancient forest — the Boreal forest that stretches from Alaska through Canada.


"It was an initiative that students involved in various environmental groups started," Kyle Saari, a sophomore earth science major at Rice, said today. "We simply showed our purchasing (department) that there are cheaper and environmentally superior products, so it was a no-brainer."


However, B.J. Almond, director of news and media relations at Rice University, said today:

``Rice University does not endorse products nor boycott them. The fact of the matter is that less than 5 percent of the tissues that the university had been buying were the Kimberly-Clark brand. Some Rice students alerted our purchasing department about products that were cheaper and less harmful to the environment. Our purchasers substituted these products for the 5 percent that had been Kimberly-Clark Kleenex, but there is no official prohibition of buying Kimberly-Clark products for use on campus.''


Saari said he and other students today delivered a 4-foot tall copy of a letter announcing the change in campus purchasing practices to Marc Shapiro, a Houston businessman who is a member of the boards of both Kleenex maker Kimberly-Clark and Rice University.


The oversize letter included the signature of about 40 Rice students, Saari said.


Kimberly-Clark is the target of several university campaigns, Saari said.


In April, American University announced it would quit using Kimberly-Clark products and Skidmore College sent a letter of concern to the company in November, he said. In a prepared statement, Kimberly-Clark said that based on Canadian Forest Service data, its " global use of Boreal fiber represented just 4 percent of the pulp and 1.4 percent of all forest products (lumber, pulp, and newsprint) produced from the Boreal region in 2005."


The Boreal forest comprises 25 percent of the planet's remaining ancient forest, according to a news release from the environmental group Greenpeace issued today along with the Rice students' announcement. The forest is as important to the planet as Amazon rain forests, Greenpeace maintained.


It takes roughly 90 years to grow many of the trees that Kimberly-Clark uses to make Kleenex tissues and Scott toilet paper, Greenpeace maintained.


kevin.moran@chron.com

quinta-feira, dezembro 14, 2006

For my angels...

I'm totally Stage 1!

Santa and You... Stages - American Advertising

Stage 1 - You believe in Santa.
Stage 2 - You don't believe in Santa.
Stage 3 - You are Santa.
Stage 4 - You look like Santa.

Na minha casa, o Natal só começa a 16 de Dezembro, no dia imediatamente a seguir ao aniversário do meu pai. (Amanhã, não me esqueço!). Na Madeira, o Natal começa a 8 de Dezembro quando se ligam as iluminações típicas da epoca. Aqui, começa no dia imediatamente a seguir ao Thanksgiving (segunda quinta-feira de Novembro).
Ontem recebi o meu primeiro postal de Natal. Na realidade não foi um postal, foi um e-mail, de Braga, que me disse mais que mil postais.
Este ano, o Natal real comecou mais cedo do que o habitual. Para mim.

Nunca saí do Stage 1. Estarei lá eternamente. Enquanto eu for eu. Know why? Porque teimo em acreditar. Acredito. Muito. Muito. Muito. Em muitas coisas.

E o acreditar nunca me deixou ficar mal. Check this out: Espero poder revê-la em Janeiro, ou depois, cheia de boas notícias, e de entusiasmo. Que o Menino Jesus lhe envie, por intermédio do tio das barbas brancas, ou de outro qualquer anjo mensageiro, toda a felicidade do mundo, que não é nem mais nem menos do que o que "a minha menina de ouro"--Jacinto perfumado como não há outro, nem sequer nos Jardins do Paraíso-- merece. Um grande xi-coração muito amigo, APP.

Cada vez me convenço mais de que não mereço os amigos que tenho. Será que tenho algum problema de visão ou julgamento? É que quase só conheço pessoas boas (e invariavelmente generosíssimas comigo). Depois, admiram-se que eu diga que a FELICIDADE é uma coisa simples e que nunca deve ser um projecto de vida, mas um exercício diário - de olhar e sentir.

A APP foi a minha professora de Grego na Faculdade e tem uma adoração out of this world por mim (não se nota, pois não?). Gostei tanto da prenda! Tanto, tanto, tanto, que tenho que a partilhar - só assim cresce - e distribuí-la por cá. Para vocês. Disseram-me tanto as palavras. Tanto, tanto, tanto. Gostava tanto, tanto, tanto, de ter sido eu a escrevê-las, não tendo, contento-me com dizê-las. A vocês. You, you, and you...

A todos os meus "anjinhos mensageiros" (You know it's you...) muitos beijinhos agradecidos e toda a FELICIDADE do mundo também, repartida, espero e desejo, por todos os dias do ano em momentos simples e únicos, bons. Como este. Hoje.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Study Break, Fall '06

One of the many raffling moments - os americanos e as rifas...

Christmas carrolls - "Oh holy night, the stars are bright and shinning ..."

The coolest conductor (of Rice Symphonic Band) in the whole wide world
Check the several Mickey Mouses in his vest (yes, K., the ONLY vest!) and bow tie!

Rice Symphonic Band clarinets

Free Food! Free TexMex Chilly! Meat or vegge, you pick?

Big line for free food, if it depended on me... no line at all!

'Spontaneous Combustion' - this is a group that mimes
with non-sense situations suggested by the audience
and aims to criticizing everything since politics, economy, Rice...
See the guy on the left, that's Daniel Spence. One day I'll tell you about him.

Jazz band - good music, fab voice of the girl, picked on the corridor, can you imagine that?

Geek but AWESOME jazz player. Met him the night before. He's everywhere I go now!

The WORST version ever of Radiohead's "High and Dry"
(Is it me or they're twins? Sisters?)
Anyways, it reminded of my teenage years and of my now dear friend Cemremos. (See, always in my mind!)

Of course this is NOT me. But hey, when in Rice, SMILE!!!
Festa de Fim de Semestre. (Oh! O semestre acabou. Restam apenas duas semanas de exames e/ou papers. As piores semanas). Antes disso: Let's get PARTY started. Domingo passado. Good music, animação, free (fast, bad for you)food. Uma festa americana, com certeza! (Cientista, dancei!).

terça-feira, dezembro 12, 2006

Lavar os olhos


"Nada tem um ângulo único. Tudo pode ser visto de outro modo, observado com outro olhar, interpretado com outro código. Dizemos, para nos entendermos, que o mundo não é a preto e branco. (Diz-se até, para complicar, que uma foto a preto e branco revela melhora alma dum rosto). Mas não podemos reduzir o planeta à nossa pequena casa, nem encarcerar os séculos nos estreitos minutos das nossas vidas. Depois, há pessoas cuja vida é olhar o mundo, as coisas, a gente, os acontecimentos. Contam e cantam, escrevem e dizem os tons e os sons das realidades e das fantasias, dos projectos e frustrações, dos amores e amuos. Espelham e espalham acontecimentos, fazendo chegar ao resto do mundo por jornais, letras e satélites, a sua forma de ler as cartas da vida que a transparência das comunicações favorece. Os pontos cardeais deixam de ser em cruz e aconchegam-se a uma intimidade de família humana próxima, como que à lareira, a contar e ouvir as mesmas histórias. É a nossa condição humana, peregrinos nesta travessia constante que nos faz conhecer e amar o próximo e o distante. E também azedar com os dissabores da vida e as desistências de projectos nunca alcançados à mistura com erros teimosamente repetidos. Assim nos perdemos em desencantos, quase não consentindo o vislumbre da esperança sobre o tempo e a própria eternidade. Por isso o mundo se narra, quantas vezes, nos seus destaques de contra-luz tirando mais prazer do turvo que da clara transparência da alegria. Cada um vê o mundo como quer. Conta-o como entende. Mas a nossa vocação é mais alta que as nossas histórias mesquinhas. E os narradores da vida, jornalistas do quotidiano e do imperecível, têm obrigação de se não fechar no ângulo apertado do medo e do desamor. Para se ver bem o que quer que seja épreciso ter os olhos lavados. E felizes os que se comprazem em espalhar boas notícias."


ANTÓNIO REGO (in Ecclesia)

segunda-feira, dezembro 11, 2006

The cuties outside the window


By DON BABWIN, Associated Press Writer
Mon Dec 11, 3:28 AM ET

CHICAGO - Squirrels hit the genetic lottery with their chubby cheeks and bushy tails. It's hard to imagine picnickers tossing peanuts and cookies at the rodents if they looked like rats.
But good looks alone don't get you through Chicago winters. Nor do they help negotiate a treacherous landscape of hungry cats, cars and metal traps.

So how do they do it? And why do they search, huddle, dart, and sometimes forget where they hid their nuts?

Joel Brown aims to find out.

"We're trying to get a glimpse of what your life is like if you are a city squirrel," said Brown, a biologist at the University of Illinois-Chicago.

He and a team of students will trap squirrels in Chicago and its suburbs this winter, taking skin samples for DNA analysis. They'll strap collars on them and watch what they do. And they'll attach threads to acorns and hazelnuts, then see where the squirrels take them and when they eat them.

While the methods aren't unlike those used to study animals in exotic lands, little attention has been paid to those in human neighborhoods. It is, after all, a lot sexier to track gorillas in Africa than a squirrel on Main Street.

"Our appreciation is least in our own backyard," said Brown, who is part of a small brethren of scientists around the country who've made it their business to figure out how squirrels go about theirs.

What they've discovered is that the critters are downright crafty.

Start with their attitude toward other squirrels' food. They want it and won't hesitate to steal it.

To ward off thieves, squirrels engage in a shell game: They go through the motions of digging and pretending to jam acorns into the ground, even smoothing out the grass to make it appear as if they're covering their hiding spot, before running off with the acorns still in their mouths.

"What possible purpose could that be for other than fake out somebody watching them bury it?" said Peter Smallwood, a University of Richmond biologist.

Squirrels figure out how to outsmart devices designed to keep them away from food — something naturalist Howard Youth learned the hard way. Squirrels broke into four types of bird feeders in his Maryland yard before he found one that they couldn't penetrate. So far.

"They will try something new and eventually, if one gets it, the other ones will notice and they will figure out a way to thwart the bird feeder," Youth said.

Brown hopes to get into his subjects' little heads. One way is by setting out hazelnuts that have been shelled alongside those that haven't.

"If they pick hazelnuts with shells it means they're looking more toward the future and not in need of food right now," he said. If they pick shelled hazelnuts, "it means they're living paycheck to paycheck."

Squirrels know the difference between acorns that can be stored for a long period and those that can't. If they only have access to those that can't, "they will scrape out the tiny embryo and that kills the seed (so) it stores well," said Michael Steele, a wildlife biologist at Wilkes University in Pennsylvania.

But squirrels have their shortcomings.

Sometimes they forget where they buried their nuts, although Brown said their sensitive noses allow them to sniff out ones hidden by their neighbors.

And while someone once swore to Brown that squirrels look both ways before crossing the street, they're apparently looking for something other than cars.

Robert McCleery, who completed his dissertation at Texas A&M on urban and suburban squirrels, outfitted squirrels with radio transmitter collars and found that 80 percent of them died under the tires of a car or truck.

Still, who cares about squirrel habits besides a small band of scientists?

Lots of people.

Search for "squirrels" on the Internet and Web sites like "Squirrel Lover's Club" and "Scary Squirrel World" pop up. There are sites that allow readers to comment on stories like the one from Russia about a "pack of furious squirrels" that reportedly tore a dog to pieces.

Another site, "The Campus Squirrel Listings," judges colleges by their squirrel populations. The U.S. Naval Academy and the University of California, Berkeley, are among the top schools.

None of this squirrel fascination surprises Brown.

"They are the clowns in your backyard," he said.

domingo, dezembro 10, 2006

Bad Day

As coisas más são como as cerejas. Vêm todas juntinhas, umas arrastam as outras, e um punhado nunca é o bastante! As boas, como a maçã que cai da árvore. Una. Única. Cai-nos no colo. Sem razão aparente. E, claro, num instante, tsharã……!!!!!!, nos esfrega a relatividade bem nos olhos e na cara. Não a da massa, embora essa também, a relatividade da vida, feita de más e boas coisas, em proporção e intensidades variáveis.

Ontem caí. Como sempre, quando se cai, por uma razão absurda. Caí, magoei-me, a mim e só a mim – ufa!, fiz uma figura triste, preocupei a envolvência, que não se riu, curiosamente, (ah, pois, não estamos em Portugal!...), e passei a conhecer-me muito melhor – vantagem primeira, senão única, da queda. Das quedas. De qualquer queda.

Fui para casa. Limpei a ferida, desinfectei-a, não pus gelo, pus-me à janela – os cinco graus dos últimos cinco dias têm afinal uma utilidade – terapêutica –, fui para dentro, tentei ver televisão, aguentei, estóica, séculos de The School of Rock e de The Wedding Singer, até que finalmente apanhei, valente, o The Lord of the Rings a cinco minutos do final. Snif! Um calor mau circundava-me a ferida. Eu adoro calor. O calor só me lembra coisas boas: o abraço da minha mãe, as suas mãos a massajarem-me os pés, as sopas da minha avó, chá, chocolate quente, a minha cama, as minhas mantinhas, ou um qualquer sofá bom. (Há também aquela versão do calor bom da praia, dos gelados e dos surfistas simpáticos – se bem que eu acho que a simpatia deles é inversamente proporcional ao tamanho do biquini do objecto “simpaticado”, todavia, como não vem muito ao caso, esqueçamos…) Mas este calor era mau. Além de quente, a ferida estava a arder, não do calor, mas de dor. Eu achava que apenas a paixão e a vontade, quando são muito, muito grandes, doem, ardem e levam uma pessoa a agir: a fazer umas quantas loucuras boas que a tornam feliz. Não. Pelo menos, não em exclusivo. As feridas também ardem, e não propulsionam ninguém a qualquer tipo de acção – que não se resuma a um ou outro gemido ocasional – e muito menos à felicidade!

Não estou sempre a cair, mas não é a primeira vez que caio. Não sei porque caio, sei que caio apenas. A minha mãe, outrora, achava que sabia porquê e até costumava brincar com isso, para disfarçar a preocupação – nessa altura caía com demasiada frequência. Oscar Wilde dizia que – vou parafrasear porque a memória emigrou-me para os joelhos, não me recordo ao certo – vivemos todos numa pocilga em que apenas alguns, os sábios, ousam olhar para as estrelas. A minha mãe acha-me mais néscia que sábia, mas era capaz de concordar com o Sr. Wilde porque diz que o mal era eu andar sempre cabeça no ar… Quedas de outrora. Quedas de miúda.
Também não sei explicar muito bem, mas … paredes, pessoas e postes vinham todos na minha direcção! “Eu é que tenho de me desviar, é?” “Porquê? Porque é que as pessoas não olham para onde vão?” “Eu… eu olhei, bem estava a olhar, por acaso para outra coisa, mas… os adultos são eles!” “Os postes… pois, não estavam aqui da última vez. Estavam mais para ali, certo?” “Então deviam estar!” A queda de ontem foi diferente. Não me lembro para onde estava a olhar, mas nada veio ao meu encontro. É estranho dizer que fui eu ao encontro da queda, até parece propositado, mas foi qualquer coisa assim. No imediato não ma apercebi, mas magoei-me à séria. Claro que podia ter-me magoado mais, ter partido um osso ou, no mínimo, torcido um pé, o pé, o esquerdo – como sempre!. Não. Ao invés, esfolei os joelhos, o direito quase nada, o esquerdo, agora batata lilás, amarela e caqui, bem esfolado, feita menina traquinas. Deve ter muitas histórias para contar, este meu joelho esquerdo. Que me lembre, esfolei-o três vezes, e das três o caso foi feio. Com direito a derme no passeio da primeira vez, nos collants da segunda e no fato de treino, ontem. Se calhar o meu pé de apoio é o esquerdo. Só isso explica que esse meu joelho arque sempre com as consequências da minha inata distracção. Devia saber disso das aulas de Educação física, mas essas sempre me doeram mais que mil joelhos esfolados, portanto não sei. O que sei disto é muito pouco, aliás. Sei que calçar as meias, dobrando o mínimo possível as pernas, é um desafio só digno do equilibrista circense que anda na corda bamba; sei que dormir de barriga para baixo só daqui a uns bons dias quando suas excelências o permitirem; sei que o chão alcatifado da capela, apesar do aspecto acolchoado e fofinho, continua a ser chão e portanto suas excelências pedem que aguarde uma semana – no mínimo! – até à minha próxima genuflexão automática; sei que recostar-me para trás na cadeira e conversar longamente com os colegas é bom, mas melhor será quando me for natural substituir o trocar de pernas para a direita, com o simétrico – como é possível que um arranhão de um centímetro na minha rótula direita seja caprichoso ao ponto de me fazer dizer aiiiiiiiiiiii ante a sobreposição, mais ou menos automática, mais ou menos cuidada, leve e carinhosa, da minha tão maltratada perna esquerda?

Bem, falta o resto das cerejas que pendem das acima. As cerejas do cotovelo direito que, moído por ter servido ontem de amparo, farta-se de doer – para chamar a atenção? –; as cerejas do pesadelo desta noite, em que a Mariana me tirava o comando da tv e me impedia de ver milhentos jogos da Selecção Nacional em que o Baía era titular, meu único consolo ante a desorientação provocada pelo facto de a Michelle Pfeifer ou a Maria Elisa, ou um misto de ambas – yuck! –, me terem feito uma limpeza ao baú-das-coisas-que-já-quis-mas-de-momento,-não-obrigada e me terem levado o ex, um anorak e o um relógio Calvin Klein; as cerejas dos ouvidos que estalam e doem desde o início desta frente fria; as cerejas do nariz incomodado desde a mesma altura, as cerejas das dores de barriga desde esta manhã; as cerejas do cinzento do dia e da chuva que cai lá fora; as cerejas das saudades que eu tenho das enormes castanhas assadas do senhor do Marquês; as cerejas das saudades que eu tenho; as cerejas de todo o trabalho que tenho para fazer; as cerejas de toda inércia que todas estas outras cerejas causam em mim…

Acho que vou comer uma maçã.

Mais...



A névoa disse à árvore:
tu, cedro, perdes a tua forma,
se eu te abraço. Disse
o cedro: o Sol ama-me mais,
toma o meu corpo inteiro
no seu corpo e dá-lhe ser, figura.
(...)

Fiama Hasse Pais Brandão

sábado, dezembro 09, 2006

As sete maravilhas de Portugal


Tudo começou com uma lista de 793 monumentos nacionais, classificados como tal pelo IPPAR. Depois, numa primeira fase, 7 peritos convidados pelo Consórcio Y&R Brands S.A./Realizar S.A., escolheram os 77 monumentos nomeados. Numa segunda fase, um Conselho de Notáveis, composto por representantes de vários quadrantes sociais, que escolheram os 21 monumentos finalistas. Finalmente, cabe-lhe a si, e a todos nós, votar e eleger as 7 Maravilhas de Portugal.

A avaliação dos monumentos finalistas foi feita sobre os seguintes critérios:- Arquitectónico;- Técnicas de construção / Engenharia;- Singularidade de materiais usados;- Valor Cultural / Histórico;- Simbolismo;- Representação de uma época ou estilo;- Interesse Turístico.

Durante 7 meses, via Internet, SMS, chamada telefónica e/ou outros, qualquer cidadão poderá exercer o seu direito de voto e escolher 7 entre os 21 monumentos de Portugal finalistas.

Os resultados da votação vão ser divulgados a 7 do 7 de 2007, antecedendo a divulgação das Novas 7 Maravilhas do Mundo, numa cerimónia única e irrepetível a realizar em Lisboa.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Hoje

Ondas. Mar. Azul. Vagas. Sal. Espuma. Areia. Molha. Branco. Azul. Espelho. Mar. Barco. Onda. Baque. Doce. Flor. Dar. Vagas. Azul. Mar. Espuma. Branco. Areia. Embalo. Marulhar. Doce. Som. Calmo. Bravio. Mar. Sal. Som. Dom. Branco. Branca. Flor. Cor. Azul. Mar. Dar. Ser. Receber. Olhar. Ver. Mar. Onda. Ondas. Mar.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

II Edição da Feira Hábitos de Natal - Porto


De 8 a 10 de Dezembro vai decorrer a II Edição da Feira Hábitos de Natal 2006, no Maus Hábitos (junto ao Coliseu do Porto). Vai haver artesanato, música, workshops e massagens! Apareçam!

Horário de funcionamento da feira "II Edição Hábitos de Natal 2006":
Dia 8: 15h00_19h00 e 21h30_01h00
Dia 9: 11h00-13h00; 15h00_19h00 e 21h30_01h00
Dia 10: 11h00-13h00 e 15h00_19h00

Se forem, é imperativo ir visitar a Marta Poeiras, do blog "Poeiras, Trapos & Farrapos" http://martapoeiras.blogspot.com/, de onde retirei esta informação.

A Estrela


... que não assinou o Pacto. De Amizade. De não Agressão. Do 0-0.
(Não vi o jogo. Mas leio jornais online e visito websites e blogs e devia era ir trabalhar, mas ...)
Pactos com Ingleses? O FC Porto, aquele clube que no seu pior é melhor que os outros dois grandes (viu-se, confere), não precisa disso. O FC Porto bateu fundo, só pode! Será que chegou o Apocalipse e eu, no gabinete a trabalhar, não me dei conta?
O FC Porto está nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, mas podia ter garantido o primeiro lugar no grupo G.
O FC Porto encaixou 9 milhoes de euros, mas podia ter encaixado nem me atrevo a dizer quanto mais... (9 milhoes por um não-jogo??? Estranho...)
O FC Porto esta nos oitavos-de-final da Liga Milionária, mercê daquele que é, para mim, o pior dos lugares, o segundo! O lugar correspondente à postura, o lugar típico do clube de bairro, daquele para todos os especialistas em nada "bonzinho", daquele que detém relevância regional. Depois, não se queixem...
Gosto (é pouco, mas enfim...) do FC Porto, sempre gostei, continuarei a gostar, mas este contentar-se com um empate nao é para mim.
Gosto do FC Porto precisamente pelo oposto, pelo inconformismo, pela irrequietude, pela garra, pela confiança, pelo talento, pela exuberância, pela inspiração... Olhem, por todas as qualidades que esta estrelinha personifica! (Por vezes parece que é meia equipa, não?)
Aqui dir-se-ia: Quaresma, you're the man!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Now in the Department's Kitchen...

Cupcakes

Como todos os american goodies: demasiado açúcar na massa e queijo no recheio. Mas deliciam os olhos!

(THANKS ELIZABETH!)

Educação para a Ética

Esta semana tenho evitado duas coisas: o Messenger e escrever aqui. Duas coisas maravilhosas mas que me tiram tempo e energia. Optei, pois, por canalizar a escrita quase exclusivamente para os papers que tenho de entregar até sexta, it's that time of the semester... Claro que também me canso e preciso de umas quantas pausas kit-kat. Nessa altura venho para cá - o Messenger está fora de questão, auto-bloqueei-me, a não ser que desponte a World War III na minha casa, bem nas minhas casas (a dos pais e a dos siblings), e reajo aos vossos comments (fantásticos, que eu não mereço, blá, blá, blá, enfim...) e passo no cantinho de meia-duzia-mais-dois blogamigos e leio posts e reajo novamente. Muitas vezes, no preciso momento em que acabo de carregar no PUBLISH, digo para mim mesma: "Não devias ter feito isso, então o rapaz escreve bem, e depois, não há por que agora o aborrecer com paralelismos e intertextualidades (Di, you're awesome!), então não conheces a rapariga de lado nenhum e vais agora consolá-la (Amarga, you're in my heart!), então o senhor tem com certeza mais do dobro da tua idade e vais lhe dizer como é que gostas de o ler (Erecteu, your writing is great, admire you deeply!), então a senhora podia ser tua avó e vais pedir-lhe manias (Maria de Lourdes, still waiting!)... A blogosfera tem destas coisas, cria laços, une as pessoas. (E eu também sou um pouco totó, admito.)
Então, há pouco, lia a preocupacão da Amarga em constarem valiosas peças dos Descobrimentos portugueses numa exposição em Washington. A Amarga recordava as peças desaparecidas de uma iniciativa semelhante na Holanda e esperava que a American National Security fosse comme il faut: eficiente. Veio-me de imediato à memoria o sorriso cínico que selou o incidente num encontro diplomatico ocorrido nos anos oitenta entre Ramalho Eanes e a actual rainha de Inglaterra. O sorriso, que imagino elaborado, de quem sabe que está a morder a dignidade de um país pequenino, desprovido e depauperado, quando serve o jantar num dos muitos serviços de porcelana portuguesa, da Casa das Indias, saqueados pelos militares ao serviço de sua Majestade aquando do Ultimato... Acabei por fazer no blog da Amarga o que venho fazendo de alguns tempos a esta parte muito. Muitíssimo. Acabei por, uma vez mais, defender os Americanos. (Imediatamente: Que eu saiba, extravios de peças, só no velho continente... - cleptomania europeia?)
Deixarei de me conter e portanto aqui vai my "pro-american" contribution: Os meus amigos não querem que eu "perca tempo", their words, a falar com os meus colegas americanos. (Mas sonham conhecer NY...) Segundo eles uns boçais de quinta, no Texas então de botas, chapéu de cowboy e colete - com estrelinha de sheriff (alguns... por acaso...) , their words, com a mania que mandam, their words. (Não são boçais, e não é mania: mandam MESMO!)
Um dos german Chrises, o da cultura enciclopédica, dizia-me há dias que só na presidência do Bill Clinton é que a Europa foi menos anti-EUA. Verdade verdadinha. Nunca tinha pensado nisso, mas confere. Este actual entao é abominavel, a maquina de Estado dele também, as ideias (se as tem) e os princípios (esses tem, já explico) também. A Oprah Winfrey, o Dr. Phil, o Conan O'Brien, a Britney Spears, a Paris Hilton, a Pamela Anderson... TAMBÉM. O 'Borat' esta aí para o comprovar.
Mas este país é enorme!!! Só de pensar que no centro de Houston, quarta cidade dos EUA, vivem cinco milhões de pessoas - metade da população portuguesa!... Aqui também o 'Borat' foi um êxito de bilheteira - considero a capacidade de alguém se rir de si próprio profundamente admirável -, aqui também as pessoas se manifestam contra a guerra no Iraque. Aqui ainda as pessoas não se conformam com a eleição presidencial, primeira, surpreendente, injusta, impensável, forjada - saberá alguém na Europa que aqui ninguém é eleito por sufrágio directo? Sabera alguém que detêm sempre a palavra final os representantes das duas câmaras, com os bolsos mais ou menos forrados a verdinhas, contratos e promessas?... Dependendo da honestidade do candidato, obviamente. E manifestam-se contra o Presidente. Só assim se percebe que um professor explique o modo irrealis com o exemplo da eleição presidencial, só assim se entende o primeiro slide do nosso colloquium da semana passada, acerca da evolução das línguas: esquema da evolução da espécie à Darwin - amibas, seres aquáticos, blá, blá, blá, símio, G.W. Bush!
Não é por viver cá que os defendo. Defendo por começar a perceber como funcionam. Gostam de se intrometer no país dos outros, é verdade, mas só porque na cabeça deles isso é um bem, um passo em frente em termos de Direitos Humanos, um favor que prestam à Humanidade... (São estes os princípios a que aludia acima, o actual pode não ter ideias, mas texano como é, princípios tem de certeza e são nobres, pena é que deles se sirva para realizar vinganças pessoais e honrar os compromissos havidos com aqueles que lhe custearam a eleição...)
Mostra-me o quotidiano que os Americanos em geral têm um código ético instituído muito rigoroso (pode ser difícil de perceber quando se sabe das atrocidades que militares praticaram ou praticam em países que em rigor invadiram) mas considero-as excepções, há muita gente e a grande maioria tem princípios e é muito coerente com eles.
O exemplo prático que dei à Amarga é o do Honor Code. Na Universidade, nesta e na grande maioria das outras, os exames do fim do semestre são "take-home exams". Isto quer dizer que não se enchem os anfiteatros com centenas de alunos e um ou dois professores que, ou marcam X e Y e não o largam por um momento nas duas horas do exame, ou pura e simplesmente assobiam para o lado... (Alguem reconhece o filme?) Isto quer dizer que o aluno vai para casa, faz o download do exame no site da cadeira correspondente e compromete-se a realizar o dito em duas horas - SEM recorrer a qualquer tipo de consulta.
No exame há uma notinha a lembrá-lo disso mesmo e do Código de Honra da Universidade - toda a universidade tem um - que assinou ao vir para cá, do Julgamento Académico e das penas em que pode incorrer caso o professor note que houve consulta: reprovação da cadeira, expulsão definitiva da Universidade, e do Ensino Superior por um ano.
Educação para a Ética, não é excelente? (Impossível em Portugal, mas excelente!!!)
Não tenho conhecimento de nenhum americano infractor, mas sei de muitos europeus e até aqui há uns anos-luz de um "artista" português... Shame on him! Shame on me. Shame on us. O que se faz fora do nosso país, não põe a nossa reputação em causa, apenas, põe em causa todo um povo!
Mesmo sem subsídios para as Artes, somos um país de artistas, não? De artistas com pouca auto-estima. Tão pouca, que nos deixamos roubar!
Isto faz-me sempre lembrar um professor que tive na Faculdade, que passava o tempo todo do exame a assoar-se voltado para o quadro. Aliciante, não?! Eramos 60 alunos. Dois: eu e a minha melhor amiga, não copiavam! Ou consultavam "auxiliares". E o crime compensa: a melhor nota tinha sempre um anormalóide que tinha o desplante de levar e "consultar" uma capa de arquivo!!! Isso também me recorda dos pais das minhas colegas, empresários por conta própria, que faziam uns "trinta e uns" para as meninas terem direito a bolsa de estudo, ou melhor, às bolsas de estudo mais elevadas. Ante o "assoar voltado para o quadro" constante do pessoal dos Serviços Académicos, que só cura a constipação mediante denúncia, anónima ou não. Isso leva-me ainda a pensar que se os senhores fazem isso com os Serviços de Acção Social do Ensino Superior, igual postura terão, pobrezitos, para com a Direccão Geral de Impostos. Que volta e meia se constipa. Que volta e meia se cura. (...) Isso leva-me a pensar no agradecimento, demasiado efusivo, do senhor que vê a minha irmã correr na direcção dele apenas para lhe dar o croissant, por que ele pagou efectivamente, mas que só desencravou da máquina quando ela comprou o dela. Isto leva-me a pensar que educar para a ética é urgente e necessário, no nosso país e na Europa, mas porventura impossível, dada a tradição e o tão filosófico e enraizado livre arbítrio alemão, em tradução portuguesa livre: o tá-quieto, deixa-andar, os quais favorecem imediatamente o luso "desenrasque". Os Americanos não são poços de virtude. Muitos serão, muito não. São é TODOS sujeitos a muito controlo. Aqui, controla-se o número de cliques, os websites visitados, o tempo gasto na net, o tempo gasto ao computador, as fotocópias feitas, as impressões, a média de livros requisitados por semana... Condutor que excede o limite de velocidade - que câmaras e carros de polícia real e totalmente ocultos detectam - paga multa, fica seis meses sem carta, se for a primeira vez, e é obrigado a frequentar um curso de condução defensiva, se reincidir, ou seja, à segunda, fica sem carta. Mesmo. Podia continuar, mas não vou. Acho que é o suficiente para se perceber que as peças que estão em Washington devem ser restituídas ao rightful owner após a exposição.
Não quero com isto dizer que são melhores que nós. Quero dizer que nos fazia muito bem um maior controlo, umas quantas chamadas a prestar contas e uns quantos princípios à americana, tal como fazia bem aos Americanos um bocadinho do complexo existencial português que diz sim senhor a tudo e pede, antes de mais, verbalmente ou em linguagem corporal, sempre claramente, imensas desculpas... por existir e ser "assim". (A lusa mania do "desenrasque" não recomendo a ninguém).
Quanto ao meu Professor, que por acaso se reformou quando acabei o curso, que por acaso também, ou talvez não, substitui na leccionação da cadeira X na Faculdade, ficou com a reputação de trinta anos de "exames de consulta", em regime de exclusividade.
"Pois é, meus amigos, estão a ver do Dr. Y: homem, padre, careca, roupa pouco lavada e variada, 1,55 ms de altura?" "Ok, e estão a ver-me a mim? Alguma semelhança? ... Bem me parecia."

terça-feira, dezembro 05, 2006

Last Saturday's Posada '06

The beginning of Posada, the search for accomodation
by Mary and Joseph 's efforts to sing Christmas Carrols...

(Kind of typical) Mexican dinner was provided

Rice Girls... very attentive to the Programme

Too bad my Christmas gift is not there...
(Reynaldo Gianecchinni is too big to fit in those boxes...)

Aren't they totally gorgeous?

Isn't she lovely?

Isn't she lovely?

Joy, color, swiftness...

Precision...

Mexican folk - the real thing

Mexican folk ballet (???)

American Christmas carrols by americans (naturally, can't you tell?)

Rice crowd - cute guy plus a tone of girls...

Rice crowd from the opposite angle - girls rule!

I know her from Emglish Corner... amazing girl!

Wow!!! I wish...

Breakdancing group

Rice Girls... no comments!

Io!!!

Sorriso pepsodente number eight...

Lembra as Estudantinas... Saudade!

Também estamos ali - o Brasil é um pouco de nós, não?

Com força, miúdo!

After breaking the pinata...

Mexican Christmas tradition: Posada represents the difficulties that Joseph and Mary faced when theywere looking for shelter ('posada').

The folks from HACER (Rice Mexican Student Association) put up a greatshow!

Muito embora só se realize no México na semana imediatamente anterior ao Natal - e sem american breakdancers e mostras de outras culturas...
(THANKS , DEIAN!!!)