quarta-feira, dezembro 29, 2010

The New Year

Next to Christmas-day, the most pleasant annual epoch in existence is the advent of the New Year. There are a lachrymose set of people who usher in the New Year with watching and fasting, as if they were bound to attend as chief mourners at the obsequies of the old one. Now, we cannot but think it a great deal more complimentary, both to the old year that has rolled away, and to the New Year that is just beginning to dawn upon us, to see the old fellow out, and the new one in, with gaiety and glee.

There must have been some few occurrences in the past year to which we can look back, with a smile of cheerful recollection, if not with a feeling of heartfelt thankfulness. And we are bound by every rule of justice and equity to give the New Year credit for being a good one, until he proves himself unworthy the confidence we repose in him.

This is our view of the matter; and entertaining it, notwithstanding our respect for the old year, one of the few remaining moments of whose existence passes away with every word we write, here we are, seated by our fireside on this last night of the old year, one thousand eight hundred and thirty-six, penning this article with as jovial a face as if nothing extraordinary had happened, or was about to happen, to disturb our good humour.

Charles Dickens (1812-1870)
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Hackney-coaches and carriages keep rattling up the street and down the street in rapid succession, conveying, doubtless, smartly- dressed coachfuls to crowded parties; loud and repeated double knocks at the house with green blinds, opposite, announce to the whole neighbourhood that there's one large party in the street at all events; and we saw through the window, and through the fog too, till it grew so thick that we rung for candles, and drew our curtains, pastry-cooks' men with green boxes on their heads, and rout-furniture-warehouse-carts, with cane seats and French lamps, hurrying to the numerous houses where an annual festival is held in honour of the occasion.

We can fancy one of these parties, we think, as well as if we were duly dress-coated and pumped, and had just been announced at the drawing-room door.

Take the house with the green blinds for instance. We know it is a quadrille party, because we saw some men taking up the front drawing-room carpet while we sat at breakfast this morning, and if further evidence be required, and we must tell the truth, we just now saw one of the young ladies 'doing' another of the young ladies' hair, near one of the bedroom windows, in an unusual style of splendour, which nothing else but a quadrille party could possibly justify.

The master of the house with the green blinds is in a public office; we know the fact by the cut of his coat, the tie of his neckcloth, and the self-satisfaction of his gait--the very green blinds themselves have a Somerset House air about them. (...)

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segunda-feira, dezembro 20, 2010

Boas Festas


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Votos sinceros de um Bom Natal e de um 2011 Novo, e nosso, para vencer.
Até lá!

domingo, dezembro 19, 2010

sábado, dezembro 18, 2010

sexta-feira, dezembro 17, 2010

ANA SALOMÉ & TIAGO SOUSA

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Poesia e Música esta noite, às 21h 30m, em Lisboa, na tertúlia mensal da Livraria CE Buchholz VERDES SÃO OS CANTOS.

Uma das melhores noites do ano. Não percam. Não percam. Não percam.

terça-feira, dezembro 14, 2010

O Presépio somos nós



O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro destes gestos que em igual medida
a esperança e a sombra revestem
Dentro das nossas palavras e do seu tráfego sonâmbulo
Dentro do riso e da hesitação
Dentro do dom e da demora
Dentro do redemoinho e da prece
Dentro daquilo que não soubemos ou ainda não tentamos

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro de cada idade e estação
Dentro de cada encontro e de cada perda
Dentro do que cresce e do que se derruba
Dentro da pedra e do voo
Dentro do que em nós atravessa a água ou atravessa o fogo
Dentro da viagem e do caminho que sem saída parece

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro da alegria e da nudez do tempo
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto
Dentro do declive e da planura
Dentro da lâmpada e do grito
Dentro da sede e da fonte
Dentro do agora e dentro do eterno

José Tolentino Mendonça

domingo, dezembro 12, 2010

Livro de Horas - 6

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"Alegre-se a terra que era deserta e intransitável,
exulte a solidão e floresça como um lírio."

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Repetitio est Mater Studiorum

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Só agora me apercebi de que este blog já ultrapassou os mil posts. E lembrei-me disto:

Quanto tempo
Duram as obras? Tanto
Quanto o preciso pra ficarem prontas.
Pois enquanto dão que fazer
Não ruem.

Convidando ao esforço
Compensando a participação
A sua essência é duradoura enquanto
Convidam e compensam.

As úteis
Pedem homens
As artísticas
Têm lugar pra a arte
As sábias
Pedem sabedoria
As destinadas à perfeição
Mostram lacunas
As que duram muito
Estão sempre pra cair
As planeadas verdadeiramente em grande
Estão por acabar.

Incompletas ainda
Como o muro à espera da hera
(Esse esteve um dia inacabado
Há muito tempo, antes de vir a hera, nu!)
Insustentável ainda
Como a máquina que se usa
Embora já não chegue
Mas promete outra melhor.
Assim terá de construir-se
A obra pra durar como
A máquina cheia de defeitos.

"Sobre a Construção de Obras Duradouras"

Bertold Brecht
'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas'
Tradução de Paulo Quintela

Construir, constrói-nos.

Avulsos:
Há 12 anos este discurso encantou o mundo.
A cerimónia de entrega do Nobel pode ser anualmente acompanhada em directo aqui.
Há 90 anos nasceu esta senhora. Um génio que soube transformar a luta em arte.
Ai(a felicidade!)nda no embalo de ontem, a musiquinha desta sexta.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Livro de Horas - 5

Piero di Cosimo, Imaculada Conceição 1505, Imagem daqui

"sem mácula" e "cheia de graça" lê-se: "com um coração puro" e "inteiro".
Para amar.

Coisa difícil, coisa intemporal, condição sem a qual não.
De mulher.

Avulsos:
A Senhora da Conceição é "particular, única e singular Advogada e Protectora" de Portugal.
Neste dia nasceu (e, exactamente 36 anos depois, pôs termo à vida) Florbela Espanca.

domingo, dezembro 05, 2010

Livro de Horas - 4

Irises,1989, Van Gogh (1853-1890) Imagem daqui

"... e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor..."

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Juízo do dia

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Faltam 30 dias para acabar o ano.

24 para o dia de Natal, 23 para a véspera, 20 para regressar a casa, 15 para acabar um trabalho. O tempo decresce, como o mercúrio nos termómetros estes dias.

Passaram-se 370 anos, mais de três séculos e meio, desde a Restauração da Independência até então anulada pela dinastia filipina.

A História mudou o nosso conceito de independência. O conceito de união suplantou-o. Até quando? Da mais fracturada união europeia de sempre a uma união ibérica que começa a ganhar partidários, não estaremos a construir o regresso da ideia de independência da Restauração?

É o 75º aniversário deste senhor.

Da Nova Iorque dos outonos mais bonitos, da sociedade americana das famílias mais disfuncionais, do absurdo da riqueza, da religião, do cinema. Ensinou a sentir em riso (e jazz).

Os meus pais comemoram 31 anos de casados.

Uma vida inteira sob o signo da expansão.

Celebra-se o Dia Mundial da Luta Contra a Sida - uma doença com a minha idade.

Uma doença de jovens e menos jovens, de brancos e negros, global e íntima, de medos e inconsciências. Um flagelo sem fim à vista, surdo, por razões que vão muito além das religiosas, às campanhas de prevenção.


"No Ocidente dos nossos dias, a palavra civilização surge demasiadas vezes, e de modo irónico, aconchegada entre aspas. Comum parece ser a ideia de que a civilização Ocidental é a máscara perfeita para um conjunto de interesses, inconfessáveis, que desejam em permanência o domínio do Mundo. Assim, o progresso será a “marcha da História”. O conhecimento será o “estado natural da Humanidade”. A riqueza será o “destino do Homem”. A tranquilidade será um “Direito Universal”. Para esta ingénua filosofia, nada teremos de preservar – a civilização resume-se a uma dádiva da Natureza. Mas como escrevia Edmund Burke, para que a barbárie se afirme basta que o homem civilizado se acomode à inacção."

Carlos Marques de Almeida